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segunda-feira, 6 de maio de 2013

São rosas...

Tal como na lenda da nossa Rainha, as rosas escondem um segredo. Neste caso um pecado... Mas o que seria da nossa vida sem um inocente pecado, uma dentada gulosa, uma pequeníssima transgressão às leis que nos mantém magros e altos? Pagamos a conta mais tarde...


BOLO DE MERENGUE E MORANGOS




Merengue

4 claras de ovo
1 chávena de chá de açúcar em pó
1/2 colher de café de cremor tártaro
1 colher de chá de amido de milho (farinha Maizena)
1 colher de sobremesa de vinagre
1 colher de chá de essência de baunilha

Bater as claras até começar a formar espuma. Adicionar o cremor tártaro e bater até obter picos suaves. Nessa altura adicionar o açúcar, o amido, a baunilha e, por fim, o vinagre.
Bater bem até obter um merengue com picos firmes.

Formar dois discos de merengue em folhas de papel vegetal. Com o merengue que sobra e a ajuda de um saco de pasteleiro, formar as rosas. Eu corei as minhas de rosa...

Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC. Colocar no forno e desligar. Deixar no forno durante 8 horas ou durante a noite (gosto muito desta versão).




Creme de queijo

200 ml de natas
250 g de queijo creme tipo Philadelphia
1/2 chávena de chá de açúcar em pó

Bater bem as natas e juntar o açúcar até formar chantilly. Adicionar o queijo creme e bater até obter uma mistura cremosa.

Num prato de servir, dispôr um disco de merengue - retirar do papel vegetal com delicadeza - e cobrir com creme de queijo. A generosidade é consigo! Cortar morangos em rodelas e dispôr sobre o creme. Repetir estas operações com outro disco de merengue. No final, cobrir com as rosas de suspiro...

Aiiii......

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Três anos de alquimia

Faz hoje três anos que este sítio apareceu na rede, entrelaçado de sentimentos, repleto de emoções... Três anos de partilhas, de experiências, de sensações que se descobrem aos poucos, à medida que a minha paixão por estas vidas vai aumentando e explorando outras dimensões. Este é o meu livro de receitas, algumas criadas aqui mesmo, outras pedidas emprestadas a quem sabe melhor. Sempre com muito carinho, com todo o amor, porque sem amor não vale a pena...

Passaram depressa estes três, venham mais tantos, que a lista de receitas engrossa e eu não quero nem vou parar. Hoje tenho este presente para partilhar, mas já penso no que vem a seguir. E quero que seja cada vez melhor. 

Para celebrar escolhi uma receita Neo-Zelandeza, e que me perdoem os Australianos porque sei que a disputa pela origem da receita já dura há muito. Há muitos anos, na década de 20 do século passado, uma famosa bailarina russa, Anna Pavlova, visitou aquelas partes do mundo. Durante a sua estadia num hotel neo-zelandez... o chef presenteou a diva com esta sobremesa, prestando-lhe a homenagem de lhe dar o seu nome. 

Agora sei porque lutam pela responsabilidade na criação desta maravilha. 
É um sonho!


PAVLOVA




Merengue (eu faço o merengue na véspera)

4 claras de ovo
1 chávena de açúcar em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de café de cremor tártaro
1 colher de chá de amido de milho
1 colher de sobremesa de vinagre

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater as claras até obter picos suaves. Adicionar o cremor tártaro e, sem parar de bater, juntar o açúcar uma colher de cada vez. Continuando a bater, juntar a baunilha, o amido e o vinagre.
Numa folha de papel vegetal desenhar um circulo com cerca de 20 cm de diâmetro. Virar a folha ao contrário (para o merengue não ficar em cima da tinta) sobre um tabuleiro de forno e verter o merengue dentro do círculo. Com uma espátula ou uma colher, espalhar e formar um ninho com o creme, puxando para cima para formar picos.
Colocar o tabuleiro no forno e desligar. Deixar o merengue dentro do forno durante 8 horas ou durante toda a noite. 
Fica mesmo bem!!



Na manhã seguinte tem este aspecto... Nada mal hein?


Creme de queijo

200 ml de natas frias
125 g de queijo creme tipo Philadelphia à temperatura ambiente
1/2 chávena de chá de açúcar amarelo fino 

Numa taça, bater as natas até obter chantilly. Adicionar o açúcar e o queijo creme. Bater até que os ingredientes estejam bem combinados.




O creme pode comer-se à colher... Mas é melhor não! O melhor é aplicá-lo sobre o merengue às colheradas generosas. Aqui podemos ser tão generosos quanto quizermos...




E já ficava bem assim mas com a fruta é de morrer! Podem escolher a fruta que quizerem. Ananás, cerejas, pêssegos (pêssegos e amêndoas... um dia vou fazer de pêssegos e amêndoas), pêras com canela (para outro dia...), bem... é como imaginarem...




Escolhi os frutos do bosque porque acho que o contraste é lindo e também porque a acidez destas frutas abraça a doçura do creme e a sua textura suplica pela subtileza crocante do merengue. 




Para abrilhantar espalhei pedacinhos de kiwi no meio dos frutos do bosque.




Et voilá!
A minha Pavlova de Frutos do Bosque.
É pura magia!
Agora vê-se... 




... agora não...



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quente e frio

No Natal passado recebi um presente que traduz o tipo de presente que estou sempre feliz por receber: um livro. Ah! Mas para duplicar o prazer, estamos a falar de um livro de culinária. Já publiquei uma receita retirada dessa arca de tesouros e agora volto à carga!

Fiquei encantada com a simplicidade desta receita e surpreendida com o resultado. Digamos que fiquei fã!


MERENGUES COM NOZES E PEPITAS


  

Ingredientes

2 claras de ovo
135 g de açúcar
170 g de pepitas de chocolate
1 colher de chá de essência de baunilha
110 g de nozes picadas

Aquecer o forno a 175ºC.
Forrar dois tabuleiros de forno com papel vegetal.
Bater as claras em castelo. Quando formarem picos macios adicionar o açúcar uma colher de cada vez. Bater até obter picos firmes.
Envolver as pepitas de chocolate e as nozes picadas.
Dispôr colheradas de merengue sobre o papel vegetal deixando cerca de 2 cm entre cada uma. 
Colocar os tabuleiros no forno e desligar, fechando a porta. Deixar fechado durante, pelo menos, oito horas ou durante a noite. 

Usei esta receita do livro "Os bolos da Julie" e adorei o resultado. Tal com diz a autora, é maravilhoso ter estes merengues prontos de manhã! Uma delícia nevada dentro de um forno que passa de quente a frio para nos surpreender.