domingo, 21 de abril de 2013

Não sobra nada

Cheguei a casa do trabalho, depois de um dia estranho, daqueles em que regressamos sem aquela sensação de dever cumprido que nos preenche de satisfação e nos ajuda a pensar que o trabalho não é trabalho mas aquilo que mais gostamos de fazer... Não foi um dia mau, foi um dia estranho...

Como eu dizia, chegei a casa e dei de caras com um frasco cheio de pistachos que logo pensei em devorar. Na fruteira jaziam duas bananas, abandonadas pelo simples facto de estarem muito maduras e, então, puxei a liquidificadora para perto e, claro está, fiz um bolo.


BOLO DE BANANA E PISTACHO




Ingredientes

2 ovos
1 chávena de chá de açúcar
1/2 chávena de chá de açúcar moreno ou mascavado
2 bananas maduras
1/2 chávena de chá de pistachos
1/2 chávena de chá de óleo
1/3 chávena de chá de leite
2 chávenas de chá de farinha com fermento
1 colher de sopa de farinha Maizena
1 colher de sobremesa de fermento


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Na liquidificadora bater os ovos com os açúcares. Juntar as bananas e os pistachos e bater. Adicionar o óleo e o leite e voltar a bater.
Numa taça colocar as farinhas e o fermento. Verter a mistura da liquidificadora e envolver na farinha sem bater.
Forrar ou untar uma forma (usei a forma de bolo inglês) e verter a massa. Levar ao forno por cerca de 60 minutos, verificando a cozedura com um palito.




Fica um bolo muito aromático, com sabor a banana e com a surpresa de encontrar pequenos pedaços de pistacho pelo meio. 
Vai muito bem com um chá gelado, agora que o calor começa a aparecer...


Ter a papa feita

Os doces de colher não são propriamente a minha predilecção... Gosto mais de bolos e bolinhos e bolachinhas... comer com as mãos. Os doces de colher ficam sempre para segundo plano, o que não é justo!

Hoje a estrela é a colher, que desmancha este doce, já de si mesmo desmanchado e lhe dá um destino, um propósito. A propósito, doces de colher como este ficam à frente de muitos bolos.


CRUMBLE DE MAÇÃ COM

AVELÃS E ARANDOS




Ingredientes

3 maçãs
1 chávena de chá de açúcar moreno ou amarelo
sumo de um limão
1 colher de sobremesa de canela
2 colheres de sopa de manteiga
1 chávena de chá de farinha sem fermento
1 chávena de chá de granola
1/3 de chávena de chá de arandos secos
1/3 de chávena de chá de avelãs cortadas ao meio
Manteiga ou margarina para untar


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar uma tarteira com manteiga ou margarina.
Cortar as maçãs em fatias e dispôr no fundo da tarteira. Espalhar o açúcar e o sumo de limão sobre a maçã, salpicar com a canela.
Numa taça misturar a farinha com a manteiga cortada aos cubinhos. Misturar com os dedos até conseguir uma mistura semelhante a miolos de pão grosseiros. Espalhar sobre a maçã e cobrir com a granola. 
Dispôr as avelãs e os arandos sobre o crumble. Levar ao forno por aproximadamente 30 minutos, até a maçã estar cozinhada.




Agora é só pegar na colher e atacar. Um bom ataque é feito com a companhia de iogurte grego ou natural. Que par!




E o sol brilha!!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cem estrelas

Para quem pensa que faço bolos por tudo e por nada, não podiam estar mais engandos.
Sempre que faço um bolo ou um doce tenho sempre uma razão cá minha. Uma celebração privada ou uma lágrima contida. Faço um bolo quando me sinto radiante apesar da chuva. Faço um bolo quando tenho uma fúria que prefiro descarregar nas colheres. Faço um bolo quando sinto o peito apertado com medo. Faço um bolo quando fujo de pensar que um dia tudo vai ser diferente. Portanto, não faço um bolo por tudo e por nada... Há sempre uma razão.
Hoje também há uma razão, não a melhor de todas mas tão válida como as outras. Não estou radiante e estou com medo. Apagou-se uma estrela. Todos os dias acontece, eu sei. Mas sempre que acontece sentimos o cerco a apertar e eu escolho fugir. Fugi para aqui.


BOLO DE CHOCOLATE COM AVELÃ




Ingredientes

1 chávena e meia de chá de açúcar mascavado fino (moreno) ou amarelo
4 ovos
1 chávena de chá de chocolate em pó
1 chávena de chá de óleo
1 chávena de chá de avelã moída
1 chávena de chá de farinha com fermento
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 chávena de chá de água quente

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar e enfarinhar uma forma com buraco.
Numa taça, bater os ovos com o açúcar até formar uma mistura espumosa. Juntar o chocolate em pó e misturar. Misturar o óleo. Adicionar a avelã, a farinha e o fermento e envolver até obter uma massa homogénea. Misturar a água quente.
Verter na forma e levar ao forno durante cerca de 25 minutos.



Decorei-o com pepitas de chocolate branco presas a um beijo de Nutella.




Mil beijos!

terça-feira, 26 de março de 2013

Partir de viagem

A receita que se segue é uma daquelas receitas clássicas que estão na minha lista há tanto, tanto tempo... Dizem os entendidos que devemos conhecer bem o básico para podermos começar a criar. São entendidos por alguma razão. A simplicidade supera tudo. Uma receita base é o que o próprio nome indica, é a base para tudo o que se segue. O ponto zero, a partida... e a viagem leva-nos até onde a nossa imaginação alcançar. 


LEITE CREME





Como o frio teima em permanecer na nossa companhia, aconchegado ao nosso lado depois de um dia inteiro de travessuras, delíciamo-nos com o calor deste creme.



Ingredientes

1 litro de leite
150g de açúcar
60g de farinha sem fermento
1 vagem de baunilha
1 pau de canela
4 gemas

Numa caçarola ferver o leite com a vagem de baunilha aberta e raspada e o pau de canela.
Numa taça, misturar a farinha com o açúcar. Quando o leite levantar fervura, diminuir o lume e adicionar a mistura de açúcar aos poucos, mexendo sempre até engrossar um pouco.
Numa taça, bater as gemas e adicionar um pouco do creme quente, mexendo bem para evitar cozer as gemas repentinamente.
Quando as gemas estiverem envolvidas no creme, verter para a caçarola e mexer bem até que o creme atinja a consistência desejada (mais ou menos líquida de acordo com o gosto).
Retirar do lume e, com a ajuda de uma concha, verter em taças ou ramequins.
Reservar no frigorifico até altura de servir.




Retirar do frigorifico cerca de 20 minutos antes de servir. Polvilhar com açúcar, cobrindo toda a superfície.




Com a ajuda de um maçarico de cozinha, queimar o açúcar até formar uma camada de caramelo dura e estaladiça...




Depois de tudo isto é comer e só parar quando se avista o fundo da taça...


Sete, oito, nove...

Vai parecer cliché mas o tempo passa mesmo a correr. Ainda há tão pouco tempo estava no rescaldo das festas de aniversário e, ora bem, já cá estamos outra vez. E todos os anos digo o mesmo... não vou complicar, não vou exagerar, vai ser só um lanchinho. Mas a minha princesa mais crescida completou mais um anito e, enquanto eu conseguir, a festa será sempre uma festa!

O tema é sempre ao gosto das clientes... e, este ano, estamos a passar uma fase bem monstra...


BOLO DAS MONSTER HIGH




Como sempre, em dia de festa, as fotografias ficam sempre mais esquecidas... É o que se arranja...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Três anos de alquimia

Faz hoje três anos que este sítio apareceu na rede, entrelaçado de sentimentos, repleto de emoções... Três anos de partilhas, de experiências, de sensações que se descobrem aos poucos, à medida que a minha paixão por estas vidas vai aumentando e explorando outras dimensões. Este é o meu livro de receitas, algumas criadas aqui mesmo, outras pedidas emprestadas a quem sabe melhor. Sempre com muito carinho, com todo o amor, porque sem amor não vale a pena...

Passaram depressa estes três, venham mais tantos, que a lista de receitas engrossa e eu não quero nem vou parar. Hoje tenho este presente para partilhar, mas já penso no que vem a seguir. E quero que seja cada vez melhor. 

Para celebrar escolhi uma receita Neo-Zelandeza, e que me perdoem os Australianos porque sei que a disputa pela origem da receita já dura há muito. Há muitos anos, na década de 20 do século passado, uma famosa bailarina russa, Anna Pavlova, visitou aquelas partes do mundo. Durante a sua estadia num hotel neo-zelandez... o chef presenteou a diva com esta sobremesa, prestando-lhe a homenagem de lhe dar o seu nome. 

Agora sei porque lutam pela responsabilidade na criação desta maravilha. 
É um sonho!


PAVLOVA




Merengue (eu faço o merengue na véspera)

4 claras de ovo
1 chávena de açúcar em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de café de cremor tártaro
1 colher de chá de amido de milho
1 colher de sobremesa de vinagre

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater as claras até obter picos suaves. Adicionar o cremor tártaro e, sem parar de bater, juntar o açúcar uma colher de cada vez. Continuando a bater, juntar a baunilha, o amido e o vinagre.
Numa folha de papel vegetal desenhar um circulo com cerca de 20 cm de diâmetro. Virar a folha ao contrário (para o merengue não ficar em cima da tinta) sobre um tabuleiro de forno e verter o merengue dentro do círculo. Com uma espátula ou uma colher, espalhar e formar um ninho com o creme, puxando para cima para formar picos.
Colocar o tabuleiro no forno e desligar. Deixar o merengue dentro do forno durante 8 horas ou durante toda a noite. 
Fica mesmo bem!!



Na manhã seguinte tem este aspecto... Nada mal hein?


Creme de queijo

200 ml de natas frias
125 g de queijo creme tipo Philadelphia à temperatura ambiente
1/2 chávena de chá de açúcar amarelo fino 

Numa taça, bater as natas até obter chantilly. Adicionar o açúcar e o queijo creme. Bater até que os ingredientes estejam bem combinados.




O creme pode comer-se à colher... Mas é melhor não! O melhor é aplicá-lo sobre o merengue às colheradas generosas. Aqui podemos ser tão generosos quanto quizermos...




E já ficava bem assim mas com a fruta é de morrer! Podem escolher a fruta que quizerem. Ananás, cerejas, pêssegos (pêssegos e amêndoas... um dia vou fazer de pêssegos e amêndoas), pêras com canela (para outro dia...), bem... é como imaginarem...




Escolhi os frutos do bosque porque acho que o contraste é lindo e também porque a acidez destas frutas abraça a doçura do creme e a sua textura suplica pela subtileza crocante do merengue. 




Para abrilhantar espalhei pedacinhos de kiwi no meio dos frutos do bosque.




Et voilá!
A minha Pavlova de Frutos do Bosque.
É pura magia!
Agora vê-se... 




... agora não...



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Primavera em Fevereiro

Passou o dia do meu aniversário. Um dia de folga para poder fazer tudo o aquilo a que tenho direito. Nada de Spa, cabeleireira ou manicure... Mas muitas coisas boas, boas a sério. Foi um grande dia!! E foi bom durante todas as 24 horas! Obrigada a todos os que contribuíram para que fosse assim tão bom.

Fiz uns bolinhos, claro está... Uma torta de avelã e chocolate crocante para celebrar no almoço com os papás - não tenho foto desta... Um bolão de limão com merengues para levar e partilhar com os colegas de trabalho - tenho uma foto prometida... E, para finalizar, um pequeno mas poderoso bolo de chocolate para cantar os parabéns a quatro vozes e apagar uma vela improvisada. Este sim, com direito a fotografia em cima da mesa.


BOLO DE CHOCOLATE COM CREME

 DE MANTEIGA DE AMENDOIM




Ingredientes

4 ovos
1 chávena de chá e 1/2 de açúcar
1 chávena de chá de óleo 
1 chávena de chá de chocolate em pó
2 chávenas de farinha
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 chávena de água quente

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater bem os ovos com o açúcar. Adicionar o chocolate em pó e o óleo, mexendo bem. Juntar a farinha e o fermento e envolver até obter uma massa homogénea. Por fim, adicionar a água quente.
Forrar uma forma redonda com papel vegetal. Verter a massa e levar ao forno durante aproximadamente 45 minutos. 
Desenformar e deixar arrefecer.


Creme de manteiga de amendoim

200 ml de natas
100 g de queijo creme
50 g de açúcar em pó
2 colheres de sopa de manteiga de amendoim
1 chávena de chá de pepitas de chocolate

Numa taça bater as natas em chantilly. Juntar o queijo creme e mexer para obter um creme homogéneo. Adicionar o açúcar e a manteiga de amendoim e misturar bem.
Cortar o bolo ao meio no sentido longitudinal e rechear com 1/3 deste creme. Salpicar com pepitas de chocolate.
Cobrir o bolo com o restante creme. Cortar alguns amendoins e salpicar sobre o bolo. Fazer o mesmo a algumas pepitas de chocolate.