segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Amor de Perdição

Quando eu era adolescente, adorava passar a tarde com as minhas melhores amigas. Depois da escola juntávamo-nos para ouvir música, dizer disparates, fazer partidas por telefone (era o máximo!) e lanchar. Os lanches eram, nos melhores dias, um copo de leite fresquinho e um donut.

Lembrar estes momentos faz-me sorrir!


DONUTS





A receita dos Donuts é a mesma das bolas de Berlim. De facto, existem imensas formas de apresentação do donut ou doughnut, sendo uma delas a Berliner, uma bola de Berlim típica na Alemanha. Afinal ela é mesmo de Berlim...

Os donuts podem ser bolas ou argolas, recheados ou cobertos, mais ou menos decorados, tudo depende do nosso gosto e preferência. Eu gosto deles assim... com um brilhante glacé.

Podem ver a receita aqui e glacear com uma calda de açúcar e água. 
Numa frigideira coloca-se um copo de água e um copo de açúcar. Leva-se ao lume até reduzir sem deixar caramelizar. Passam-se os donuts já arrefecidos na calda. Nham!!!

























Chocolinhos

Parece que se está a tornar mais esporádica a minha presença aqui neste canto mas juro que nada tem a ver com perda de fé na pastelaria ou com falta de amor à doce causa... nem foi alguma nefasta dieta que me afastou dos meus deveres de fervorosa defensora do açúcar. Para o provar aqui estou eu, com uma receita tão singela como esta (que vi na embalagem do açúcar - Sidul - passo a publicidade). Pode dizer-se sim, que sofri de um temporário lapso de inspiração, ao ponto de me encantar com esta receita mas descobri que desta simplicidade nascem bolinhos tão ou mais deliciosos que aqueles que decoram as capas dos livros de patisserie mais bonitos.

Fiz apenas metade da receita e, assim mesmo, rendeu aproximadamente 45 bolinhos.


CHOCOLINHOS

ou AREADOS DE CHOCOLATE




Ingredientes

250 g de manteiga
250 g de açúcar fino
4 ovos
1,5 dl de natas
200 g de chocolate 
800 g de farinha sem fermento

Como disse anteriormente, eu fiz apenas metade da receita e rendeu bastante.

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura esbranquiçada. Adicionar os ovos um a um batendo bem. Derreter o chocolate com as natas e juntar à mistura. Adicionar a farinha aos poucos, mexendo bem.
Num tabuleiro forrado com papel vegetal, fazer pequenos bolinhos com a massa. Eu usei duas colheres de sobremesa e formei bolinhos como se fazem os pasteis de bacalhau...
Levar ao forno durante 20 minutos. 




Ficam assim estaladiços por fora e macios por dentro. As miudas adoraram! Se tivesse feito a receita toda não tinha deitado nenhum fora pois duram muito tempo num recipiente fechado.

Vale a pena experimentar!


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Leite fresco

Adoro fazer gelado e tenho pensado em comprar uma máquina daquelas que batem o gelado durante muito tempo para que ele fique cremoso. Adoro gelados cremosos...
Até que encontrei no site da Leonor de Sousa Bastos uma receita que não precisa da dita máquina para fazer gelado cremoso. Se há site em que acredito é no da Leonor. Receitas que não falham! E este é mais um exemplo. O resultado é um gelado fácil de fazer que fica cremoso, delicioso e cujo único defeito é acabar depressa demais...


GELADO DE DOCE DE LEITE




Gelado

198g de leite condensado cozido
250g de natas
1 clara

Bater as natas até obter um creme como o chantily.
Bater a clara em castelo.
Numa taça, bater o leite condensado cozido até ficar cremoso e juntar as natas aos poucos, envolvendo bem. Por fim, envolver a clara em castelo.
Verter o gelado para uma caixa plástica que possa ir ao congelador (cerca de 12x20 cm). Cobrir com película aderente e levar ao congelador. Muito Bom!!!





Podemos comer o gelado numa taça, num cone ou, se quizermos perverter o gelado e torná-lo ainda mais decadente, fazer uma sandwish de brownie e gelado. E temos o inferno garantido...


Brownie

2 e 1/3 chávenas de chá de farinha tipo 55
1 colher de chá de fermento
3/4 de colher de chá de sal
3/4 de chávena de chá de cacau em pó
400 g de manteiga amolecida
1 chávena de chá de açúcar
1 chávena de chá de açúcar amarelo
1 ovo
1 colher de chá de essência de baunilha
1 chávena de chá de pedaços de chocolate negro
1 chávena de chá de pedaços de chocolate branco (facultativo)
1 chávena de chá de miolo de noz aos pedaços

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Bater a manteiga com os açúcares, o ovo e a essência de baunilha. Juntar a farinha com o fermento, o cacau e o sal. Envolver os pedaços de chocolate e as nozes. Verter a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal. Polvilhar com açúcar em pó. Levar ao forno durante 15-20 minutos. Não deixar cozinhar demasiado para não ficar muito seco. Deixar arrefecer e cortar circulos com um cortador de bolachas. 
Fazer a sandwish dispondo uma camada de brownie, uma camada de gelado e outra camada de brownie. 

E temos o céu e o inferno numa só dentada!




Com creme ou sem creme...

Não foram muitas as bolas de Berlim que comi na praia mas foram as suficientes para perceber a diferença que faz o local onde se saboreia esta delícia. Não me lembraria de comprar uma bola de Berlim na pastelaria só porque gosto tanto, nunca o fiz. E, no entanto, na praia, tem um encanto e um sabor que fascinam. É dificil explicar... o melhor é provar!

Feitas em casa também são óptimas, talvez as únicas que como com ou sem creme, com ou sem areia...



BOLAS DE BERLIM




Massa

5g + 60g de levedura fresca (fermento fresco em cubos)
180ml de água a 20ºC
165g + 150g de farinha tipo 65
110g + 100 g de farinha tipo 55
11g de sal
65g de açúcar fino
5 gemas
60ml de leite
65g de manteiga

Diluir 5 g de levedura na água. Juntar 165g de farinha tipo 65 com 110g de farinha tipo 55 e verter a levedura no centro, misturando. Deixar levedar durante cerca de 30 minutos.
Numa taça juntar as restantes farinhas com o sal e o açúcar. Numa outra taça diluir a levedura no leite ligeiramente morno e adicionar as gemas batidas.
Colocar a massa na batedeira com o gancho de bater adaptado e adicionar a mistura de farinhas alternadamente com a mistura de leite. Juntar a manteiga cortada aos cubos pequenos. Misturar até conseguir uma massa homogénea.

Colocar a massa numa taça untada com óleo e deixar levedar durante cerca de 2 horas ou até a massa duplicar de volume.

Com as mãos enfarinhadas, formar bolas com a massa e dispôr sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal. Deixar repousar por 30 minutos.

Aquecer uma frigideira com óleo (o óleo deve alcançar metade da altura das bolas). Não deixar aquecer demasiado o óleo - 160ºC. Dispôr três ou quatro bolas de cada vez e deixar fritar até dourar. Voltar a bola para fritar do outro lado. Retirar para um tabuleiro forrado com papel absorvente.

Esta receita parece complicada mas compensa bastante. Pode ver a versão original no site Flagrante Delícia da Leonor de Sousa Bastos.




Creme

125ml de leite
3 gemas
50g de amido de milho (farinha Maizena)
50g de açúcar
1 colher de sobremesa de essência de baunilha

Num recipiente com tampa para micro-ondas, misturar o leite, as gemas batidas, o açúcar e a farinha, misturando tudo. Levar ao micro-ondas na potência 700W durante 2 minutos. Destapar e mexer, verificando a consistência. Voltar a colocar no micro-ondas por mais 2 minutos ou até obter a consistência desejada. Retirar e misturar a essência de baunilha. Deixar arrefecer.

É o creme de pasteleiro mais fácil e rápido que conheço e fica maravilhoso. Encontrei no site Petiscos.com.

Vai um mergulho?



sábado, 28 de julho de 2012

Vai um copo?

Já que aqui estou aproveito para publicar mais uma experiência dociqueira. Nunca são demais...
A todos nós já aconteceu comprar fruta que é uma decepção, maçãs farinhentas, melão que sabe a pepino, entre outros fiascos da fruticultura moderna... Desta vez foram as pêras. Pêras criadas no inferno estas malditas. Mas decidi dar-lhes uma última oportunidade para fazerem valer o seu imerecido estatuto. 


PÊRAS COZIDAS COM 

CHOCOLATE E PORTO




Ingredientes

Pêras (4 ou 5) descascadas
1 pau de canela
Casca de limão
4 colheres de sopa de açúcar
200 ml de vinho do Porto
1 quadrado de chocolate negro
Nozes

Num tacho, juntar as pêras, a casca de limão, o pau de canela e duas colheres de sopa de açúcar. Cobrir com água e levar a lume brando até as pêras estarem cozidas.
Numa caçarola, verter o vinho do Porto e adicionar duas colheres de sopa de açúcar. Levar a lume brando até o vinho reduzir para metade e engrossar ligeiramente. Adicionar o chocolate e deixar derreter mexendo sempre. Coar a mistura.

Dispôr a pêra num prato (usei um copo) e verter um pouco da mistura de vinho do Porto e chocolate sobre a pêra.
Cortar o miolo de uma noz em pequenos pedaços e salpicar a pêra.





A quantidade de calda (redução do vinho) que se adiciona fica ao critério do guloso mas é de beber e chorar por mais. 

Um brinde às pêras! Mesmo às más...

Foi por pouco...

Foi mesmo por pouco que o bolo não desaparecia e eu tinha de tirar uma fotografia ao tabuleiro salpicado de migalhas. Sorrateiramente escondi as últimas fatias para mostrar ao passarinho e poder partilhar neste regresso à acção.

Devo alguns pedidos de desculpa pela ausência marcada. Foi um pouco mais do que umas férias, foi uma licença sabática do mundo cibernauta, sobretudo por exaustão do teclado. A verdade é que, por outros motivos que não os culinários, passei demasiado tempo a teclar pelo que contraí uma certa aversão ao som produzido pelo martelar das letras (e sobretudo dos números). Após terapia intensiva, estou agora em convalescenca e já me sinto capaz de passar curtos periodos em frente ao monitor. 

Já tinha muitas saudades de partilhar convosco a minha irrascível gula e devo confessar que só a partilha esteve interrompida, o pecado, esse, persistiu, resistiu e venceu.

Hoje partilho uma aldrabice que me ocorreu e, como por vezes acontece na vida, foi um sucesso. Quiz fazer um bolo (novidade), e só tinha dois ovos... 


BOLO DE MEL




Ingredientes

2 ovos
1 e 1/2 chávenas de açúcar (pode ser menos)
1 chávena de natas
1 colher de sopa de vinagre (cidra ou mel)
1/2 chávena de óleo
1/3 chávena de azeite
3/4 chávena de mel
2 chávenas de farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
canela

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Numa chávena, misturar as natas com o vinagre e deixar repousar por 10 minutos.
Juntar os ovos com as natas, o açúcar, o óleo e o azeite e o mel misturando entre cada adição.
Peneirar a farinha e o fermento e misturar na massa sem bater em demasia. Adicionar o sal.
Untar uma forma (usei de bolo inglês) com manteiga e açúcar. Verter a massa e polvilhar com a canela.
Levar ao forno durante cerca de 50 a 60 minutos. 
Deixar arrefecer e desenformar.




É um bolo húmido, que leva o seu tempo a cozer no interior. O facto da forma ser polvilhada com açúcar confere-lhe uma crosta estaladiça e doce que contrasta com o miolo húmido e fofo. 
Correu bem...


terça-feira, 8 de maio de 2012

Alinhar!

Já vos tinha contado que este fim de semana houve festa cá em casa. Quem me conhece sabe que é para comer, falar, correr atrás dos miudos e comer mais um bocado, ouvir muita música infantil e (não sei se já tinha dito) comer.

Entre algumas das receitas que fiz, algumas já convidadas habituais, outras a estrear, estavam estas bolachas de chocolate que encontrei no site da Bakerella.com. Vão ver este site porque tem ideias fantásticas para decorar bolos, bolinhos, festas e, sobretudo, cake pops.


BOLACHAS DE CHOCOLATE 

COM PEPITAS E 

MANTEIGA DE AMENDOIM




Ingredientes

1 chávena e meia de farinha sem fermento
1/2 chávena de cacau
3/4 de colher de chá de bicarbonato
1/2 colher de chá de sal
1/2 chávena de manteiga amolecida
1 chávena e meia de açúcar
1/2 chávena de manteiga de amendoim
2 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha
125 g de pepitas de chocolate


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Misturar a farinha com o cacau, o bicarbonato e o sal. Reservar.
Bater a manteiga com o açúcar. Adicionar a manteiga de amendoim e bater até a massa ficar fôfa. Juntar os ovos e a baunilha. Misturar a farinha e envolver. Adicionar as pepitas de chocolate.
Com a ajuda de duas colheres, formar bolinhas de massa com cerca de dois centimetros de diâmetro e dispôr num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Levar ao forno por 10 minutos. Retirar e deixar arrefecer sobre uma rede.


AVISO
Estas bolachas são viciantes e podem causar graves problemas de dependência.


Uma mão cheia

E já vão cinco anos que nasceu a minha pequenina... Está tão crescida e deixa-me umas saudades embargadas e amachucadas no coração quando arrumo a roupita que já não serve...

Este fim de semana que passou foi a festinha do seu aniversário, a primeira com amiguinhos só dela (que já está uma mulherzinha). Mas a magia continua, ainda adora o cor de rosa, os brilhantes, as princesas, as bailarinas e, é claro, os unicornios.




O bolo de aniversário era de chocolate com um recheio muito subtil de natas e doce de leite. A cobertura é de pasta de açúcar.




O unicornio ficou mesmo fofinho. E o bolo também!



sábado, 14 de abril de 2012

A passagem

O ciclo repete-se indiferente a tudo e a todos os que o rodeiam. Nada o detem nem o demove. E se, no meio do nosso egoismo nos sentimos ofendidos pelo seu desdém, a verdade é que não conseguimos evitar sentirmo-nos perplexos com as maravilhas com que nos presenteia nos seus momentos mais generosos. Assim é a vida. Renova-se a cada nova etapa, inspira e recomeça, imparável e eterna.

Para celebrar uma nova etapa deste ciclo, a passagem do Inverno para a Primavera, o renascer da terra e da vida, aqui ficam uns docinhos...


FOLARES DE CARACOL




Massa:

400 g de farinha sem fermento tipo 55
40 g de açúcar em pó
60 g de manteiga
1 pacote de fermento biológico seco
250 ml de leite morno
pitada de sal
2 gemas

Numa taça, peneirar a farinha com o açúcar em pó. Juntar o fermento e duas colheres de sopa do leite morno. Mexer e deixar fermentar durante 30 minutos.
Ao restante leite morno juntar as gemas batidas, a manteiga derretida e à temperatura ambiente e o sal.
Adicionar o leite à mistura de farinha e mexer bem. Deixar fermentar por mais uma hora.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar formas de queques com forminhas de papel.
Verter a massa sobre uma superficie enfarinhada. Separar pequenas porções de massa e estender com a forma de uma tira. Rechear com os recheios seleccionados e enrolar de forma a fazer um caracol. Dispor no centro da forma, cobrir com um pouco do recheio e açúcar mascavado. Repetir a operação até ficar sem massa (cerca de 15 folares).
Levar ao forno durante 20-25 minutos. Deixar arrefecer. E apreciar!




Recheios possíveis (os utilizados nos que fiz)

Compota de pêssego com amêndoa laminada, nozes ou pepitas de chocolate
Leite condensado com amêndoa laminada ou pepitas de chocolate
Doce de gila com amêndoa laminada ou nozes




Podem dar asas à imaginação!





quarta-feira, 11 de abril de 2012

A geometria do chocolate

Aqui fica mais uma receita da fabulosa biblia da casa Hermes, grandes mestres chocolateiros... A intenção era publicar a receita antes da Páscoa mas... bem... não deu, por isso publico agora. A vantagem deste doce, para além de ser "tãooooo bom" é o facto de render bastante. É optimo para festas de aniversário e pode ser cortado em rectângulos ou pequenos quadrados. Pode render 24 barras ou 50 quadraditos. Maravilha!!!


BARRAS DE CHOCOLATE,

CARAMELO E AMENDOIM




Base:

225 g de farinha sem fermento
1/2 colher de chá de fermento em pó
150 g de chocolate partido em bocados
115 g de manteiga
50 g de açúcar mascavado
2 colheres de sopa de amêndoa ralada

Pré-aqucer o forno a 160ºC.
Numa tigela, peneirar a farinha com o fermento. Juntar a manteiga fria, cortada em cubos e misturar na farinha com os dedos até obter uma mistura semelhante a migalhas. Juntar o açúcar. Adicionar a amêndoa e o chocolate derretido. Misturar até obter uma massa semelhante à da massa das bolachas. 
Cobrir um tabuleiro com cerca de 30x20 cm com papel vegetal e espalhar a mistura. Alisar com uma espátula ou colher. Levar ao forno por 25 minutos.





Cobertura:

175 g de manteiga
115 g de açúcar fino
30 ml de xarope de glucose
175 ml de leite condensado
150 g de amêndoins ou avelãs (usei amêndoins salgados e "conguitos")
225 g de chocolate aos pedaços

Numa caçarola, aquecer a manteiga, o açúcar, o xarope de glucose e o leite condensado até que o açúcar derreta. Deixar cozinhar até dourar e juntar os amêndoins.
Verter sobre a bolacha já fria. Alisar com uma espátula ou colher. Deixar solidificar no frigorifico.
Derreter o chocolate e espalhar sobre o biscoito frio. 

Eu usei um transfer para chocolate que coloquei enquanto o chocolate ainda estava quente. Retira-se o tapete de silicone quando o chocolate arrefece.

Corta-se e come-se. 
Simples.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tea time treasure

Já lá vão os meus dias de correr atrás de desafios e de conseguir cumprir os termos e os prazos impostos... No momento nem os termos e prazos impostos por mim mesma consigo garantir... São fazes... Mas não me esqueço dos amigos e vou sempre espreitar o que andam a fazer nestes dias.

Em Fevereiro, um dos meus Daring's favoritos desafiou a comunidade de "ciber cooks e bakers" a fazer scones. Ai o que eu gosto de scones!!!
Já tinha tentado algumas receitas que resultaram em rochinhas ou pãezinhos parecidos com biscoitos aparentados à distância com scones... mas esta receita é mesmo óptima.

Segui a receita base do Audax, amigo australiano, que explicou estensivamente (como sempre) o processo de produção do scone perfeito e que resulta. E consegui à primeira! Vale a pena tentar!


SCONES




Ingredientes

140 g de farinha sem fermento 55
2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de manteiga fria
120 ml de leite frio 
1 colher de sopa de açúcar *
1 colher de chá de essência de baunilha *

* Estes ingredientes não faziam parte da receita do Audax. Foram adicionadas por mim mas resultam muito bem.





Numa taça peneiram-se três vezes os ingredientes secos, farinha, fermento e sal. Junta-se a manteiga com as mãos, esfregando até obter uma mistura tosca e esfarelada. Não deixar aquecer a manteiga nas mãos. Se esta começar a derreter deve colocar-se a taça no frigorífico por alguns minutos. Os pedaços de manteiga podem ficar grosseiros para uma massa mais "laminada" ou mais pequenos para uma massa com miolo mais fino e mais fofa. Eu deixei os pedaços do tamanho de ervilhas... bem envolvidos em farinha.
Misturar o leite frio aos poucos juntamente com a essência de baunilha. Mexer com uma colher ou espátula até obter uma massa pegajosa. Juntar o açúcar e envolver.
Levar a massa ao frigorifico por 20 minutos.
Verter a massa sobre a bancada enfarinhada e amassar ligeiramente. Adicionar farinha até a massa ficar menos pegajosa. Espalhar com o rolo ou com as mãos e, com a ajuda de um cortador de bolachas ou com uma faca, bem enfarinhados, cortar porções de massa. Dispôr num tabuleiro forrado com papel vegetal, próximos uns dos outros, pincelar com leite e levar de novo ao frigorífico por mais 10 minutos.
Pré-aquecer o forno a 240ºC.
Levar os scones ao forno durante 10 minutos. E estão prontos!




Podem servir-se quentes, acompanhados de manteiga, doces ou simplesmente simples, com uma chávena de chá. Que maravilha para um dia de chuva... Agora só falta a chuva...


Que fofinho!

Este mês tem sido tão cansativo... A gripe tem feito turnos consecutivos cá em casa e as noites mal dormidas começam a provar que afinal fazem estragos. A paixão pelo balcão da cozinha não morreu mas adormeceu sobre o livro e tem sido difícil manter o padrão de exigência que me propuz desde o início. 

Desculpas à parte. Este foi também o mês para celebrar uma das datas mais importantes da minha vida. O nascimento da minha filhota mais crescida. A minha pequenita fez oito anos (wow) e as festas sucederam-se como combinado. A grande falha ficou na dedicação à fotografia. Esta ficou para último plano... E pelo facto aqui ficam as minhas desculpas...

Este foi o bolito que fiz para festejar o aniversário em casa, com os parentes mais próximos e ficou muito fofinho e bonito. Pena a fotografia não fazer justiça...


BOLO COR DE ROSA





Bolo

1/2 chávena de chá de manteiga
2 chávenas de chá de açúcar
3 chávenas e meia de farinha
1 colher de chá de sal
3 colheres de chá de fermento em pó
1 chávena e meia de água fria
1 colher de chá de essência de baunilha
1/2 colher de chá de essência de amêndoa
4 claras
Corante alimentar (cor de rosa)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Na batedeira, bater muito bem a manteiga mole com o açúcar até obter uma mistura arejada. Numa taça, peneirar todos os ingredientes secos. Adicionar a mistura de ingredientes secos à manteiga alternadamente com a água fria misturada com as essências. Bater bem entre cada adição, começando com uma velocidade baixa e aumentando gradualmente.
Bater as claras em castelo e envolver na massa delicadamente.
Dividir a massa em quatro partes iguais em quatro taças. Na primeira taça não se adiciona corante pelo que pode ser vertida directamente para uma forma de mola (usei a mais pequena de 21 cm de diâmetro) forrada com papel vegetal. Vai ao forno durante cerca de 15 minutos.
Na segunda taça de massa adiciona-se um pouco de corante cor de rosa. O corante adiciona-se aos poucos até se obter a cor pretendida. É possível acrescentar mais cor mas não é possível retirar...
A operação repete-se para todas as porções de massa com o objectivo de consequir quatro camadas com diferentes intensidades de cor. Eu usei a mesma forma para cozer cada camada para conseguir camadas uniformes.
Deixar arrefecer as camadas de bolo antes de rechear o bolo.


Recheio

1 chávena e meia de natas para chantilly (compro da marca BiancoBrio numa loja de pastelaria)
1/2 chávena de chá de açúcar em pó
1/2 colher de chá de aroma de framboesa

Juntam-se os ingredientes na taça da batedeira e batem-se até obter um creme consistente.




Montagem

No prato de serviço, colocar a camada de bolo com a cor mais intensa. Cobrir com creme e dispôr a camada seguinte, repetindo a operação até à última camada de bolo. Cobrir todo o bolo com uma fina camada do creme, apenas o suficiente para garantir que a pasta de açúcar vá aderir ao bolo. Reservar.
Decorar com pasta de açúcar a gosto ou com o mesmo creme do recheio.


O bolo conquista-nos pela retina, intriga-nos e envolve-nos pelo aroma e, no final, ocupa o seu lugar na nossa memória...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Os efeitos do desastre

Aqui há uns tempos, ao conversar com uma amiga, esta contou-me da sua tentativa de fazer pasteis de nata que não correu como esperava... Pois nesse mesmo dia, a minha filha mais nova, grande fã destes bolinhos, pediu-me para os fazer e, como gosto de desafios, lancei-me na net e voltei com uma receita do site "Sabor Intenso". A receita não é nada complicada mas, pelo sim pelo não, fiz apenas metade da dose. O resultado foram uns pasteis de nata bem toscos porque, por um lado não tinha grande espectativa e por outro lado, a massa tinha sido espalhada pelas mãos da pequena. Mas se eles eram bons! Tão bons que não chegaram ao fim do dia!

Alguns dias mais tarde, e já com a perspectiva de publicar os resultados desta aventura, avancei para uma grande fornada de pasteis de nata. Receita completa! Pois desta vez a coisa correu tão mal que o meu tabuleiro de forno quase não recuperava. Os pasteis como que explodiram e eu fiquei com 24 pasteis de massa crua e recheio espalhado pelo fundo do forno. Uma pena...

Maior pena porque dos sete ovos que gastei fiquei com sete claras numa caixa, a aguardar a sua sorte e a temer pelo seu destino. Por sorte, no dia seguinte dei com uma receita muito inspiradora na revista nº5 da "Bolos Decorados". O consolo é que nem tudo se perdeu...


BOLO DE CLARAS E CHOCOLATE



Ingredientes

10 claras
400 g de açúcar (Na próxima vez vou reduzir para 300 g)
250 g de farinha
50 g de chocolate em pó
1 gema
1 colher de chá de fermento em pó
Pepitas de chocolate

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater bem as claras em castelo. Adicionar o açúcar e a gema e bater. Juntar a farinha aos poucos e mexer. Por fim, juntar o chocolate e o fermento em pó. 
Forrar uma forma rectângular com papel vegetal, verter a massa e dispôr algumas pepitas de chocolate sobre a superfície do bolo.
Levar ao forno por 30 minutos.




É um bolo que fica muito leve e fôfo. Se fôr feito numa forma redonda ficará mais alto e arejado. Delicioso. No entanto é um pouco doce e poderá resultar melhor com menos açúcar. Contudo, o açúcar confere-lhe uma crosta estaladiça irresistivel...



Mas não desisti dos pasteis de nata...

Boas fofuras!!


Parabéns com atraso... até para nós!

Já faz tanto tempo que não passo por estas paragens... E não é por falta de culinarices, nem por falta de dedicação à causa... simplesmente tenho passado tanto tempo "ligada" ao computador no trabalho que, em casa, apenas peço distância da máquina...

Mas a minha falta já me pesava na consciência e as saudades apertaram até ao ponto de esquecer a zanga com o teclado e lançar-me numa nova aventura através da muitas fotografias e receitas que tenho para editar. Hoje prometo tirar a barriga de misérias e mostrar o que tenho feito nos últimos tempos.

Para começar, vou partilhar convosco o meu bolo de aniversário. Não fui eu quem o fez. Foi o meu irmão que o... encomendou! Este ano fomos passar o meu aniversário com o meu irmão e com a sua familia no Algarve e aproveitámos para assistir ao desfile de Carnaval em Loulé. Não sou grande apreciadora do Carnaval mas devo admitir que nos divertimos muito, sobretudo as minhas três princesas. Quanto ao bolo, este já eu tinha provado num dos aniversários da minha sobrinha e fiquei completamente vidrada.


BOLO DE CHOCOLATE COM 

RECHEIO CROCANTE 


Por fora, um bolo de chocolate como qualquer outro... Obviamente delicioso e húmido.

Por dentro.... uma surpresa crocante, resultado de um recheio misterioso e fantastico que se parece com doce de leite e bolacha crocante desfeita... sei lá! É óptimo e não o podia dispensar nos meus anos. O bolo e a companhia! Foi um aniversário memorável!


E já agora... o BrilhanteGlacear também fez aninhos... 
Parabéns!!




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bons amigos

Combinar sabores é uma ciência, a culinária. Cientistas reunem-se nos seus laboratórios e experimentam poções com os mais variados ingredientes, na senda da grande verdade alquímica. O indelicado quinhão é, com pós de perlim-pim-pim, reinventado. A amálgama renasce das cinzas. E eis que os sabores se combinam, e com aromas cruzados surge, em apoteose, o inesperado resultado.

É no trabalho destes grandes cientistas que nós, os cozinheiros com 3 ou 4 clientes fixos, nos inspiramos. Com maior ou menor rigor, seguimos as pegadas deixadas e aguardamos com um brilho infantil nos olhos, os aplausos das nossas cobaias.

Experiência após experiência, lá nos deparamos com uma receita que vale a pena guardar para sempre. Esta é uma delas. Já tinha tentado fazer os Petit Gateau, Coulant ou Fondant mas é com esta receita que finalmente me rendo. Fui encontrá-la no site do Masterchef Australia, entre muitas outras que são simplesmente odes à Culinária, obras primas para o palato!


FONDANT DE CHOCOLATE COM

GELADO DE BAUNILHA E 

MANTEIGA DE AMENDOIM




Ingredientes

200 g de chocolate negro
200 g de manteiga
4 ovos
4 gemas
100 g de açúcar fino
150 g de farinha sem fermento

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Numa taça, derreter o chocolate com a manteiga. Reservar.
Com a ajuda da batedeira, bater os ovos com as gemas e o açúcar até obter uma mistura leve e espumosa. Adicionar o chocolate derretido e mexer. Peneirar a farinha e envolver na massa. 
Untar as taças ou ramekins com manteiga e polvilhar com chocolate em pó ou cacau em pó. 
Encher as taças quase até ao topo e levar ao forno durante 8 a 10 minutos. O tempo de cozedura depende do tamanho da taça. Taças pequenas como as de queques demoram cerca de 8 minutos a cozinhar. Taças maiores podem levar até 15 minutos.
Apenas o exterior do bolo vai cozinhar. É suposto que o centro fique cremoso e escorra quando se abre o bolo.





Servi com uma bola de gelado de baunilha de compra que dispus sobre uma colherada de manteiga de amendoim. A combinação é inquestionável! Até para quem não gosta de manteiga de amendoim...


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mais um ano

Mais um ano, mais um aniversário daqueles que mais amamos, e ainda bem! A minha mãe fez anos em Janeiro e aproveitei para voltar a fazer uns bolinhos. Já lá vão algumas semanas desde a última vez que deixei aqui uma mensagem e devo esclarecer que a minha zanga não foi com os tachos mas sim com o computador... Durante uns dias não pude nem olhar para o pobre aparelho... Mas já me vai passando o constrangimento e, a pedido de alguns amigos, aqui estou para mostrar o que andei a fazer neste periodo de silêncio...


BOLO ESPECIAL DE AMÊNDOA
 




BOLO HÚMIDO DE AMÊNDOA

1 chávena de chá de manteiga sem sal, amolecida
150g de açúcar
4 ovos
50g de farinha
1 e 1/3 chávenas de chá de amêndoa ralada
½ colher de chá de essência de amêndoas
sumo e raspa de 2 limões

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater a manteiga e o açúcar muito bem. Juntar os ovos, um a um, seguidos da farinha adicionada aos poucos. Misturar delicadamente a farinha de amêndoas, a essência de amêndoas, o sumo e a raspa dos limões. Verter a mistura numa forma forrada com papel vegetal e levar ao forno por 50 minutos a uma hora.
Este bolo fica baixinho e muito húmido. Uma maravilha que encontrei neste site.
Fica maravilhoso só por si mas, tendo em conta a ocasião especial, eu não me fiquei por aqui e juntei mais uma camada...


FRANGIPANE
 
125g de amêndoa ralada
125g de açúcar  
125g de manteiga amolecida  
2 ovos 
1/2 colher de chá de essência de amêndoas  

Misturar os ingredientes um a um, mexendo bem entre cada adição. Envolver a mistura em película aderente e levar ao frigorífico durante cerca de uma hora. 






MONTAGEM DO BOLO

Forrar uma tarteira com cerca de 22 cm de diâmetro com uma placa de massa folhada (usei fresca, de compra). Rechear com o frangipane e levar ao forno, a 220ºC até a massa folhada cozinhar, cerca de 30 minutos.
Retirar do forno e deixar arrefecer.

Numa taça, misturar duas colheres de sopa de creme de ovo e uma colher de sopa de doce de gila. Espalhar metade da mistura sobre a frangipane e dispôr o bolo húmido de amêndoa sobre a tarte. Espalhar a restante mistura de creme de ovo sobre o bolo e salpicar com algumas nozes picadas.

Cortar numa placa de massa folhada um circulo com cerca de 25 cm de diâmetro. Com a restante massa, formar flores (ou outros desenhos) e colar sobre o circulo de massa. Numa taça pequena, misturar uma gema com duas colheres de sopa de água, misturar e pincelar sobre a massa folhada. Pintar os relevos com corantes a gosto. Levar ao forno, a 180ºC até a massa crescer e dourar. Retirar do forno e dispôr sobre o bolo.

Et voilá!! Um bolo cheio de amor e carinho para a minha mãe!



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Não sobra nada

Fazer um bolo é uma coisa, fazer um bolo esculpido é outra completamente diferente. O bolo tem de ter o sabor ideal, a consistência ideal e deixar que o castigue e molde até ter a forma ideal. Pobre bolo... No fim, resulta um bolo todo giro e uma taça cheia de aparas. Lixo??? Nem pensar!!


CAKE POPS DE NATAL




Este é o destino final das aparas de bolinho. Todas desfeitas numa taça, amassadas com uma ou duas colheres de creme ou compota, moldadas em bolinhas ou, como na imagem, em cones. Deixam-se solidificar um pouco no frigorífico. Derrete-se uma tablete de chocolate branco com uma colher de sopa de manteiga. Adiciona-se o corante e cobrem-se as bolas previamente espetadas no pau de chupa-chupa. Decoram-se com drageias coloridas. 

É só deixar a imaginação voar!



Bolos e bolinhos...

Mais uns exemplos do que se pode fazer a um bolo para além de comê-lo...




Bolo de chocolate com recheio de creme de chocolate e pepitas de chocolate (claro!) e cobertura de pasta de açúcar






Os cupcakes são de chocolate, recheados com ganache de chocolate e cobertos com pasta de açúcar



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Está à porta!

E assim temos o Natal à porta! Como não somos pessoas indelicadas vamos deixar entrar, convidar para ficar e partilhar mais uma época de luz, cor e muita comida. 
As festas já começaram e, este feriado, para celebrar mais um ano com amigos, bons amigos, juntámos os mesmos de sempre para fazer o mesmo de sempre, falar, rir e comer com fartura. Voltar a comentar o excesso de comida, que para o ano vamos combinar melhor isto da comida e, no final, voltar a discutir quem leva os restos (que dão para uma semana sem cozinhar). O que muda somos nós, mais idade, mais peso, menos cabelo... As crianças estão tão crescidas... Parece que foi ontem!

Para a ocasião fiz um bolinho para pequenos e graudos! Uma fantasia que nos encanta... um saco cheio de coisas boas!


O SACO DO PAI NATAL





Este bolo foi feito com uma receita de bolo de laranja e uma receita de bolo de chocolate. O recheio é de doce de ovos e a cobertura é com pasta de açúcar.






FELIZ NATAL!!




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Orgulho de pêra

Sempre que vejo a fruta perder a graça na fruteira e ganhar aquele ar de intocável, começo a pensar que é uma pena, que a vida está tão cara e que se deve evitar o desperdício, que existem tantas pessoas que gostariam de ter uma pecita de fruta para comer, enfim... resumindo, fico "tocada".

O destino mais prático para essa fruta, sem contar com o balde, é fazer compota. O problema da compota é que, se não houver quem a coma, mais tarde ou mais cedo vai ter o destino inevitavel. A maneira que encontrei para ultrapassar o problema da fruta sem graça vs compota com culturas foi a de procurar receitas cujo ingrediente principal seja o dito ingrediente. Basta aceder à World Wide Web e descobrir um sem-fim de receitas dedicadas a esse ingrediente. Não falha! Há receitas com todos os ingredientes que estão a mais na despensa ou a caducar na validade. Esta receita foi resgatada daqui.

A história das minhas pêras é muito semelhante a esta. Compram-se pêras com óptimo aspecto. Talvez em maior quantidade do que seria realmente necessário. Não passamos os dias a comer pêras e, no fim, sobram três ou quatro exemplares que, com o passar dos dias, vão ficando cada vez menos atraentes... Mas como a verdadeira beleza está no interior, aqui a vossa amiga descasca as pêritas e trata de lhes dar um destino digno. Aquele para a qual elas foram criadas. A nossa barriga!


BOLO AO CONTRÁRIO DE PÊRAS

COM XAROPE DE ÁCER





Calda

45 g de manteiga
1/4 de chávena de chá de xarope de ácer (Maple Syrup)
1/4 de chávena de chá de açúcar mascavado
3 pêras

Numa caçarola, juntar a manteiga, o xarope de ácer e o açúcar mascavado e levar a lume médio até dissolver o açúcar. Reduzir para lume brando e cozinhar durante mais dois minutos para engrossar um pouco a calda.
Esta calda pode ser substituida por caramelo.





Bolo

120 g de manteiga amolecida
3/4 de chávena de chá de açúcar
1 colher de chá de essência de baunilha
2 ovos
1 e 1/2 chávenas de chá de farinha
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
Pitada de sal
1/2 chávena de chá de leite

Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Numa taça bater muito bem a manteiga com o açúcar até obter uma mistura esbranquiçada e fôfa. Adicionar os ovos e a essência de baunilha e mexer bem.
Numa outra taça, misturar a farinha com o fermento e o sal. Juntar a farinha à massa alternando com o leite e batendo entre cada adição.

Verter a calda numa forma redonda e espalhar de forma a cobrir toda a superfície da forma. Descascar, descaroçar e fatiar as pêras. Dispôr as rodelas a gosto no fundo da forma. Verter a massa sobre as pêras e espalhar. Levar ao forno durante 40 minutos. Não deixar arrefecer na forma. Desenformar para o prato de serviço ainda quente.



E temos umas pêras orgulhosas!!