quinta-feira, 8 de julho de 2010

È UM INTERNO CHERRY…BIOLÓGICO E RECHEADO

TOMATES CHERRY RECHEADOS COM CAMARÃO


Foi com muito carinho …houve alguém (Phil Laut) que teve uma observação muito perspicaz …



 
Os bebés são colocados direitos para arrotar quando têm o estômago cheio. Por isso, aprendemos muito cedo na vida a receber carinho quando os nossos estômagos estão cheios!E mantemos ao longo da nossa vida, aquela ligação entre a comida e o afecto.


UFF…o calor é muito, mas consegui.


Um saco cheio de tomates cherry com uma cor verdadeiramente genuína , da qual já estava á espera.


Pode ser uma entrada ou para quando não se quer fazer mais nada ser servido como tapas …mas com nivél.








Vermelho significa força, , dinamismo. É uma cor exaltante e até enervante. Impõe-se sem discrição. É uma cor essencialmente quente, transbordante de vida e de agitação.











Apesar da cor ser quente ,não deixa de ser uma entrada fresca saborosa gulosa ,para um jantar de amigos, também não enche, não enjoa e não mata a fome para o prato princpal, ou seja deixa-nos confortável .


A musica seleccionada foi Au Revoir Simone – All or Nothing; The National – Anyone Ghost é já agora Arcaide Faire –No Cars Go, Yeah Yeah Yeahs -Y Control…

INGREDIENTES


½ TOMATES CHERRY


200G CAMARÃO


1 OVO COZIDO


4 AZEITONAS PRETAS


COENTROS


2COLHER DE SOPA DE MAIONESE


SAL


PIMENTA PRETA MOIDA


LIMÃO






PREPARAÇÃO
Começo por cozer o camarão o ovo e reservo deixando arrefecer. Corto ambos em bocados muito pequenos, junto as azeitonas, coentros e por fim a maionese, tornando todos os ingredientes numa pasta


De seguida prepara os tomates cortando apenas a parte superior e retira o conteúdo com uma colher de café. Estando preparados é temperar com sal e pimenta a gosto e ficam prontos a rechear.

sábado, 3 de julho de 2010

Fan-tás-ti-co!


É oficial... As férias estão a terminar... Decido afogar a tristeza num copo de Iced Tea e numa fatia de bolo de limão. E fico um pouco melhor! Continuando na senda das receitas de Verão, com muita fruta e frescura, dei de caras com uma receita original de Jamie Oliver (o grande Jamie), que tive de adaptar por não ter amêndoa suficiente para cumprir as ordens do chef. Sem mal! Ficou muito, muito bom. Para quem gosta de limão, ficou divinal. Para mim... soberbo! Adoro todas as sobremesas que incluam limão na sua lista de ingredientes. Raspa de limão, casca de limão, sumo de limão, lima e limão!


BOLO DE LIMÃO COM 

SEMENTES DE PAPOILA 

E GLACÉ DE LIMA




Bolo:

120 g de manteiga amolecida
160 g de açúcar
4 ovos
50 g de amêndoas moídas
20 g de sementes de papoila
2 limões (raspa e sumo)
Raspa de uma lima
160 g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
50 g de amido de milho


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Na batedeira, bater a manteiga com o açúcar até conseguir uma consistência cremosa. Adicionar os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Sempre a bater, juntar a amêndoa moída e as sementes de papoila. Acrescentar a raspa dos limões e da lima e o sumo dos limões bem como as farinhas e fermento. Envolver tudo sem bater. 
Untar e enfarinhar uma forma de bolo inglês e verter a massa no seu interior. Levar ao forno durante cerca de 25 - 30 minutos.

O bolo não cresce muito e, por volta do meio da cozedura, vai deprimir no centro. Não desespere! Não é defeito mas feitio. Ele vai ficar óptimo!


As sementes de papoila não são muito fáceis de encontrar. Eu comprei durante o Festival Med em Loulé, numa banca idílica, recheada de grãos, sementes, chás, sal aromatizado e ervas... (tudo para culinária). Podem ver no site www.algarvespice.info, comprar on-line e fazer perguntas ao Sr. Hartmut Meuschel, um alemão simpatiquíssimo.







Calda:

100 ml de sumo de limão
100 g de açúcar

Misturar os ingredientes, mexendo bem para diluir o açúcar. 
Verter sobre o bolo ainda quente dentro da forma.
Deixar arrefecer e, só depois, desenformar.


Cobertura:

Sumo de uma lima
120 g de açúcar de confeiteiro

Misturar os ingredientes e cobrir o bolo com o glacé.








Para saborear como a vida, devagar...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fruta de Verão

Ai as férias... que estão quase a terminar... Antecipo já as saudades que vou ter da vida mansa e do correr dengoso dos dias. No final, sejam cinco dias ou três semanas, o tempo passou a correr e parece que foi ainda ontem que começaram. Agora que eu lhes estava a tomar o gosto...

Depois dos dias na Zambujeira do Mar, fomos visitar a família a Loulé e viemos brindados com umas ameixinhas criadas como deve ser, sem corantes nem conservantes, absolutamente e completamente biológicas. A aparência mirrada mas o sabor... a ameixa de verdade. 

Para celebrar e agradecer esta oferta, fiz não uma mas duas receitas.


TARTES DE AMEIXA



Ingredientes

1/2 chávena de chá de amêndoas lâminadas
115 g de manteiga sem sal
1 chávena de chá de açúcar de confeiteiro
1/3 de chávena de chá de farinha
Pitada de sal
4 ovos
1/2 colher de chá de essência de baunilha
4 ou 5 ameixas

A massa destas tartes deve ser preparada de véspera, segundo a receita original (não sei bem onde vi esta receita...). 
Torram-se as amêndoas no forno e deixam-se arrefecer.
Numa caçarola pequena, derrete-se a manteiga até esta começar a queimar. Coa-se a manteiga através de um pano fino de modo a reter as impurezas. Resultam 6 colheres de sopa de manteiga. Reserva-se.
Num robot de cozinha (eu utilizei uma liquidificadora), coloca-se o açúcar peneirado, a farinha, também peneirada, as amêndoas e o sal. Centrifuga-se tudo de modo a obter uma farinha fina. Adicionam-se os ovos, um a um, centrifugando entre cada adição. Junta-se a manteiga derretida e a essência de baunilha. Mistura-se tudo e reserva-se no frio até ao dia seguinte.



Pré-aqece-se o forno a 175ºC.
Untam-se e enfarinham-se as formas de tartelettes e verte-se a massa até 2/3 da sua capacidade.
Cortam-se as ameixas com a casca em lâminas e dispõe-se sobre a massa. Polvilha-se com um pouco de açúcar de confeiteiro e colocam-se no forno durante cerca de 25 minutos. 
Deixam-se arrefecer antes de desenformar.


BOLO DE ESPECIARIAS 

E AMEIXA




Ingredientes

2 ovos
100 g de açúcar amarelo
70 g de manteiga à temperatura ambiente
1/3 de chávena de chá de óleo
170 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 e 1/2 colheres de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de cardamomo em pó
1/2 colher de chá de essência de baunilha
Raspa de meio limão
5 ameixas


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Bater o açúcar com a manteiga até conseguir um creme homogéneo. Adicionar os ovos, um a um, batendo entre cada adição. Juntar o óleo, a raspa do limão e a essência de baunilha, mexendo tudo no final para unir.
Numa tigela, juntar a farinha, o fermento em pó, a canela moída e o cardamomo. Envolver o preparado anterior nas farinhas até a mistura ser homogénea.
Verter para uma forma (eu utilizei uma forma de bolo inglês), previamente untada e enfarinhada. Polvilhar com açúcar amarelo e levar ao forno durante cerca de 30 minutos.
Desenformar depois de frio.



O cardamomo é uma semente da família do gengibre com utilização na medicina tradicional chinesa e indiana. É utilizado também como especiaria em gastronomia, fazendo parte de alguns pratos típicos aziáticos e indianos. Ao paladar é semelhante à erva doce, com aroma mentolado e fresco. Pode encontrar-se à venda em semente ou em pó, em lojas de produtos naturais.




terça-feira, 22 de junho de 2010

É pêra doce!

Estamos de férias. A familia mudou-se para uma casita de madeira que faz parte do empreendimento Zmar, um Camping Resort and Spa localizado na Zambujeira do Mar. Pois é... Zambujeira do Mar, sempre! Por mais voltas que dê e por mais planos que faça, as férias acabam sempre por passar por cá. Já não sabemos viver sem este ar, este mar, este lugar. É boa onda, se é que me entendem... Aqui consigo fazer "reset" ao espirito, "reload" à alma. Todo o lugar vibra com boa onda.

Mas como disse, a casita é de madeira, governada a energia solar, muito agradável, mas a kitchnet, como todas as da sua espécie, é limitada, básica mesmo. Tenho uma placa vitro e um micoondas... E agora? Eu que só sei usar o microondas para derreter chocolate... E o que me apetece uma sobremesazita... 

Foi então que me lembrei desta receita, segredada há uns meses lá no sítio onde trabalho, que me ficou na memória para mais tarde confeccionar. E não é tarde nem é cedo!

PÊRAS EM MASSA FOLHADA 

COM CORAÇÃO DE 

CHOCOLATE



Ingredientes:

4 Pêras
1 Tablete de chocolate
1 Embalagem de massa folhada fresca
Manteiga q.b.

Lavar e descascar as pêras, retirando o caroço. Colocar uma barra da tablete de chocolate no orifício deixado pelo caroço da pêra. Cortar a massa folhada em quatro partes e enrolar cada pêra em sua porção de massa folhada.

Dispôr as pêras num prato untado com pouca manteiga. Colocar no microondas.
Ora, eu nunca tinha utilizado o microondas para cozinhar... e fiz do seguinte modo: Potência máxima - 5 minutos; Grill - 15 minutos.
Deixar arrefecer e servir.



Gostaria de experimentar esta receita num forno convencional. Devem ficar ainda melhores.
Aqui está a prova de que podemos fazer uma sobremesa deliciosa sem grande trabalho, sem ovos, sem açúcar e farinha. Simples. E pode utilizar o chocolate que preferir, por dentro e por fora...

Ficam uma delícia estas pêras!


domingo, 20 de junho de 2010

De nozes para vozes

Mais um dia de festa! Dou graças por estes dias serem os que dominam as nossas vidas. Venham noitadas e trabalheiras com jantares e petiscos, venham montes de loiça suja e farinha no chão da cozinha. Haja festa, hajam razões para festejar! 

Desta feita foi o meu papá que fez anos. Ora bem... o avô fez anos e, é claro, no presente estava incluido o bolo de aniversário. (Já tinha avisado que não voltava a comprar um bolo de aniversário!) Dei voltas à cabeça para descobrir uma receita inovadora mas discreta, surpreendente mas não chocante. Acabou por sair do "laboratório" este bolo de nozes com chantilly de abacaxi que ficou um mimo. Um mimo de bolo para mimar o meu pai. E para o ano serão 60!


BOLO DE NOZES COM 

CHANTILLY DE ABACAXI


















Bolo de nozes

100 g de manteiga
4 ovos
150 g de açúcar amarelo
200 g de nozes moídas
100 g de farinha
1 colher de sobremesa de fermento em pó
200 ml de calda ou sumo de abacaxi

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Num recipiente, bater a manteiga com o açúcar até conseguir uma mistura cremosa. Adicionar 3 gemas e um ovo inteiro e continuar a bater.
À parte, bater as claras em castelo e adicioná-las, aos poucos, à massa anterior, envolvendo suavemente.
Juntar a farinha e o fermento peneirados e misturar cuidadosamente. Acrescentar as nozes moídas em farinha.
Forrar uma forma redonda com papel vegetal e verter a massa, espalhando-a.
Levar ao forno durante cerca de 30 minutos, confirmando a cozedura com um palito.
Retirar do forno e deixar arrefecer.
Cortar o bolo ao meio com uma faca de serrilha ou um arame de cortar bolos e regar cada uma das metades com calda de abacaxi ou sumo de abacaxi.
Recheia-se o bolo com o chantilly e cobre-se com uma fina camada do mesmo.


Chantilly de abacaxi

200 g de polpa de abacaxi (2 embalagens de polpa congelada)
10 g de manteiga
50 g de açúcar em pó
1 colher de sobremesa de amido de milho
1 colher de sopa de água

Numa caçarola, deixar derreter a polpa de abacaxi com a manteiga e o açúcar, mexendo frequentemente. Adicionar o amido de milho dissolvido na água, mexendo sempre. Retirar do lume quando engrossar. Cobrir com película aderente e deixar arrefecer.
Bater as natas até ficarem firmes e adicionar a polpa de abacaxi fria. Envolver até conseguir uma mistura homogénea.


Decorei com pasta de açúcar (Pasta Portuguesa) azul, verde e branca e acompanhámos com Vinho do Porto, num brinde à saúde!

Sou imortal, até prova em contrário...
Autor desconhecido


domingo, 13 de junho de 2010

Viva a fruta, vivam as férias!

Férias! Finalmente as tão desejadas, ansiadas, necessitadas, salvadoras férias!
Apetece-me fazer nada, pensar em nada, preocupar-me com nada... nada. Mas só por um bocado. Logo me lembro de qualquer coisa para fazer. E uma delas foi este bolo que decidi fazer para celebrar o início da tão aguardada pausa. A receita é baseada na original de uma patissière fantástica - Leonor de Sousa Bastos.

O tempo podia estar melhor... está fraquito para esta altura do ano, muitas núvens, até parece mal. O S. Pedro devia ter vergonha. Mas é o que se arranja e, em vez de me lamentar, decido cozinhar. O bolo que escolhi é uma ode às férias, ao fresco, à fruta, enfim, à fruta fresca nas férias!


BOLO RECHEADO DE 

FRUTAS FRESCAS

























Bolo esponja:

5 ovos
30 + 80 g de açúcar
50 g de amido de milho
80 g de farinha

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Bater as claras em castelo e adicionar 50 g de açúcar. Reservar.
Bater as gemas com 30 g de açúcar e envolver as claras. Incorporar as farinhas peneiradas.
Verter sobre um tabuleiro de forno previamente coberto com papel vegetal. Cozinhar durante 10 minutos.
Retirar do forno e deixar arrefecer.

Recheio:

250 g de amêndoa moída
250 g de manteiga amolecida
200 g de açúcar de confeiteiro
200 ml de natas
Frutas da sua preferência (eu utilizei 2 pêssegos, 5 morangos grandes e 2 kiwis)

Batem-se a manteiga, a amêndoa e o açúcar até obter uma mistura cremosa. Adicionam-se as natas batidas e misturam-se suavemente.


Escolher uma forma para montar o bolo. Pode ser redonda ou quadrada, como preferir, mas tem de ir ao congelador. Eu utilizei uma vulgar caixa de plástico.
Forrar a froma com película aderente. Cortar tiras do bolo esponja e forrar a forma com o bolo, laterais e fundo.
Cortar as frutas em cubos pequenos.
Verter um pouco do recheio e distribuir um quarto das frutas cortadas sobre o recheio. Voltar a colocar uma porção de recheio e mais uma camada de frutas. Por fim verter a última porção de recheio. Terminar com uma camada de bolo esponja.
Cobrir com película aderente e congelar.


Antes de servir, retirar do congelador e desenformar. Pincelar com geleia ou coulis de fruta a gosto. Eu utilizei curd de laranja que tinha guardado de uma outra sobremesa. Adoçar as frutas cortadas com açúcar de confeiteiro e espalhar sobre o bolo.




Serve-se fresco...


"Se todo o ano fosse de férias alegres, divertirmo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar."
William Shakespeare